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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Balanço dos danos das enchentes

   Após as chuvas dos dias 6 e 8 de dezembro, nossa reportagem percorreu a cidade e a zona rural para fazer um balanço dos danos causados.
  Na infra-estrutura urbana, os prejuízos foram de grande vulto. Tanto as pontes do Bairro Floresta, quanto a do Bairro Recanto do Galo sofreram danos graves em suas cabeceiras. As águas escavaram grandes buracos nessas pontes, comprometendo a sua segurança. As pontes do Centro - a próxima ao Abrigo, e a do Matadouro tiveram parte das muradas destruídas. 
  A Escola Municipal Elzi Machado teve parte do piso afundado pela infiltração das águas.
    Com a erosão da margem do Ribeirão São João, a Quadra Poliesportiva – obra que levou 12 anos para ser concluída; passando por quatro gestões administrativas -, ficou sob risco, com o Ribeirão São João à menos de 3 passos de sua “raia de malhas”.
   Na zona rural, no Distrito de Engenho Novo, uma ponte foi carregada pelas águas. As estradas vicinais sofreram graves danos, com quedas de barreiras, aberturas de valetas e erosões nas encostas. A região “das águas” - Mata Fria, Cocais e Vila Tonetti -, foi a mais afetada. Diversas encostas, até mesmo as arborizadas, caíram, arrastando consigo parte de áreas de florestas nativas.
   Em toda a cidade, os danos foram de grande intensidade. Mais de 150 instalações - entre residenciais, comerciais e industriais -, foram afetadas diretamente pelas enchentes; havendo desabamentos de casas nos bairros Floresta e Santa Efigênia, além de diversas quedas de muros. Dos desalojados, cerca de 15 pessoas foram abrigadas pela Prefeitura, na Escola Especializada São Jose, até o início de 2011. Após esse período, foram dispensados com a recomendação de se colocarem em casa de parentes. Muitos ficaram sem local de moradia.  
    Encostas correram, principalmente nos bairros Monte Líbano, Santa Efigenia e Floresta. Muitos muros foram derrubados pelas águas, em diversos bairros da cidade
   A Cooperativa dos Produtores de Leite perdeu muitos sacos de ração e alguns motores sofreram danos, tanto na cooperativa, no lava jato, quanto na serraria da Rua Rio Branco. Muitas famílias perderam móveis e eletrodomésticos, e alguns prédios, próximos ao Ribeirão São João, tiveram parte de sua estrutura de sustentação exposta pelas águas.
   A Banda 24 de Setembro perdeu partituras, móveis e alguns instrumentos musicais foram danificados pela água e lama
   Algumas indústrias foram invadidas pelas águas, que danificaram peças de estoque, móveis e máquinas.
    Diversos veículos, estacionados na Rua Rio Branco, inclusive o carro oficial do poder executivo municipal, sofreram danos com as enchentes
   O Ribeirão São João ficou intensamente assoreado, tanto pela lama depositada quanto por muros que tombaram em seu leito, agravando, ainda mais, o risco de novas enchentes.
   Essa enchente foi muito mais intensa e causou muito mais danos do que a ocorrida à cerca de 35 anos atrás - a ultima registrada como de grande intensidade.
  Em todo o Estado, 63 municípios, inclusive Mar de Espanha decretaram situação de emergência. Em Minas Gerais, as chuvas causaram 16 mortes, desabrigaram 2007 e desalojaram 13.530 pessoas, só no período de outubro até a primeira semana de janeiro de 2011.

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